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Title: Influência do meio no desenvolvimento de transtornos mentais menores entre os acadêmicos de medicina
Authors: Simões, Angélica Lima Brandão
Araújo, Guilherme Moreira Tomaz
Costa, Arthur Quintino
Cardoso, Thiago Celiac
Duarte, Emmanuel Barros
Di Naccio, Matheus Janko
Filho, Luiz Lourenço de Souza
Keywords: transtorno mental
saúde mental
meio social
estudantes de medicina
relações familiares
Issue Date: 19-Jun-2026
Abstract: Transtornos mentais menores (TMM), caracterizam-se por uma série de sinais e sintomas como depressão não-psicótica, ansiedade, insônia, fadiga, irritabilidade, esquecimento, dificuldade de concentração e sintomas somáticos que assolam grande parte da humanidade. Baseado nisso, e na alta prevalência de transtornos como estresse, ansiedade e sintomas depressivos entre os universitários, o presente estudo busca investigar a prevalência de transtornos mentais menores e a influência do contexto familiar, escolar e socioeconômico no desenvolvimento de transtorno mental menor, na população de estudantes universitários de medicina. Trata-se de um estudo observacional e transversal, em que foram aplicados dois questionários: escala DASS-21 para mensurar sintomas de estresse, depressão e ansiedade, e um questionário personalizado para estudantes de medicina, criado para avaliar o contexto acadêmico pregresso e a influência de fatores externos no desenvolvimento dos TMM. Os resultados foram coletados a partir de uma amostra de 173 acadêmicos do primeiro ao oitavo período, da faculdade de Medicina da Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA). A prevalência estimada de prováveis casos de Transtornos Mentais Menores na amostra foi de 75,7% e entre os domínios, o estresse apresentou a maior pontuação média (M = 25,5; DP ± 12,8), seguido por ansiedade (M = 15,4; DP ± 11,4) e depressão (M = 7,0; DP ± 5,3). Em relação aos índices temáticos, a autocobrança e o contexto escolar foram classificados como de alto impacto para a saúde mental por mais de dois terços dos participantes, e existiu uma forte associação entre o ambiente familiar com o desenvolvimento do sentimento de autocobrança e a probabilidade de TMM (p = 0,015). Além disso, as pressões acadêmicas e o estresse das avaliações também exerceram associação estatisticamente relevante sobre o estado psíquico dos estudantes entrevistados, influenciando nos TMM (p ≤ 0,05). Mais da metade da amostra (52,0%) relatou baixo uso de estratégias de enfrentamento, evidenciando lacuna entre demanda emocional e recursos adaptativos. Entretanto, não se observou nesta pesquisa qualquer relação estatisticamente significativa entre o tipo de escola de ensino médio frequentada e a renda familiar com os TMM. Dessa forma, a saúde mental do estudante de medicina está, de fato, sob forte pressão dos ambientes familiar e acadêmico. O ciclo vicioso de autocobrança, expectativas e estresse, potencializado pela falta de estratégias de suporte, é um sinal de alerta. Os achados reforçam a urgência de intervenções institucionais ativas, como o fortalecimento das redes de apoio psicossocial, a capacitação docente para o acolhimento e a inserção efetiva do autocuidado na cultura da formação médica. Afinal, é fundamental cuidar da saúde daqueles que estão sendo preparados para cuidar da saúde de tantos outros.
URI: http://repositorio.aee.edu.br/handle/aee/23694
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